Janeiro - Visita SE o Primeiro Ministro à Argélia
No âmbito desta visita oficial, deslocou-se a Argel uma delegação empresarial constituída por 6 empresas (EFACEC, TEIXEIRA DUARTE, SOMAFEL, MOTA ENGIL, EUSÉBIOS & FILHOS e REFER), liderada pela Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa (CCIAP).
Apesar da organização da delegação empresarial ter estado a cargo da CCIAP, o envolvimento desta Delegação foi semelhante ao de qualquer outra visita oficial, tendo colaborado na execução do programa e na organização logística, produzido dossier informativo sobre o mercado e acompanhado o desenrolar dos encontros.
Os principais resultados desta visita traduziram-se na assinatura do Tratado de Amizade, Boa Vizinhança e Cooperação entre Portugal e a Argélia e de um Protocolo de Acordo entre as empresas portuguesas e o Grupo SGP Sintra (construção e obras públicas).
Março - Visita SE o Sec. Estado Negócios Estrangeiros
A pedido de SE o Embaixador, dada a ausência do Primeiro-Secretário da Embaixada, foi esta Delegação que liderou a organização e acompanhamento da visita de SE o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros por ocasião da Cimeira da Liga Árabe.
Aproveitou-se a ocasião para fazer ponto de situação das questões de âmbito económico e chamar a atenção para a necessidade da rápida ratificação dos acordos já assinados na área do investimento, tendo em conta o movimento das empresas portuguesas neste âmbito.
Maio – Visita de Estado de SE o Presidente da República da Argélia
Delegação colaborou na vertente económico-empresarial desta visita, fornecendo informação às autoridades portuguesas e dinamizando a participação empresarial argelina. Deslocaram-se a Portugal mais de 40 empresas argelinas e do ponto de vista político e diplomático, a visita foi um sucesso, tendo sido assinados 7 Acordos bilaterais nos domínios da Defesa, Educação e cultura, Transportes aéreos, Turismo, Pescas, Juventude e Desporto e PMEs.
Julho – Visita S.Exas. os Ministros da Economia e da Inovação e das Obras Públicas Transportes e Comunicações
Delegação do Icep organizou logística local e Seminário Económico Argelo-Português, tendo mobilizado 8 Associações Empresariais argelinas, 11 Ministérios e mais de 200 empresas.
A comitiva empresarial portuguesa incluiu 5 associações empresariais e 63 empresas a operar em 18 sectores. Sectores da energia e da construção e obras públicas merecem destaque, com acordo entre Galp e Sonatrach para fornecimento de mais 1 bilião de m3 de gás natural, acordos de cooperação e assistência técnica entre EDP, REN e Sonelgaz e dinamização de consórcios portugueses para grandes obras públicas, designadamente a AE Este Oeste e o programa ferroviário.
Esta visita teve enorme impacto mediático e político e permitiu estabelecer centenas de contactos entre empresas portuguesas e argelinas, esperando-se, a médio prazo, consequências importantes para a presença portuguesa no mercado e para as exportações dos nossos bens e serviços para a Argélia.
Março - Missão Pescas e Construção Naval
Deslocou-se à Argélia entre 5 e 9 de Março uma delegação de empresas e associações portuguesas dos sectores pescas e construção naval (Ass. Armadores Pesca Industrial, Ass. Armadores Pesca Longínqua, Ass. Indústrias Marítimas, Miradouro, Pescave, ENVC, Navalfoz, Lisnave, Qtel, Testa&Cunha, Estaleiros Peniche, Estaleiros Postiga&Feiteira, Forpescas), encabeçada pela CCIAP e pelo Sub Director Geral das Pescas.
A Delegação apoiou e acompanhou esta visita, tendo sido possível assinar um Protocolo de Acordo entre 3 estaleiros navais portugueses e os estaleiros navais argelinos ECOREP, com vista a um possível partenariado que permita aos estaleiros argelinos dar resposta à procura crescente derivada das necessidades de modernização da frota pesqueira.
Na área das pescas, não foi possível nesta ocasião estabelecer objectivos concretos. Autoridades argelinas pretendem partenariado para a aquacultura e para a indústria de transformação de peixe, bem como colaboração na área da formação, mas não para a exploração directa dos recursos da sua costa, o que constituía o principal interesse dos armadores presentes.
Janeiro – SISAB (Agro-alimentar)A Argélia é uma forte importadora de produtos alimentares, que constituem quase 20% do total das importações, num valor de 3.600 milhões de USD. Alguns dos produtos tradicionais portugueses não se adaptam ao mercado (derivados de carne de porco), ou sofrem forte concorrência interna (azeite). No entanto, existem oportunidades na área das massas, doçaria, sumos e conservas e, em termos de nicho, no vinho do Porto e na cerveja. A Delegação enviou ao SISAB 2005 o importador da cerveja Super Bock e, para 2006, considera dever procurar um importador adicional para visitar o SISAB que alargue a gama de produtos importados.
Maio – Batimatec
O mercado apresenta, à partida, boas oportunidades para este sector e para equipamentos correlacionados. Até 2009, prevê-se a construção de 1 milhão de fogos de habitação social, o sector imobiliário privado encontra-se em expansão e anuncia-se o desenvolvimento das infra-estruturas turísticas.
A Batimatec tem vindo a aumentar a sua importância, registando uma evolução de 160 participantes (15 estrangeiros), em 2002, para 420 (180 estrangeiros), em 2005, incluindo empresas de França, Itália, Alemanha, Espanha, Grécia, Egipto e Tunísia.
No que diz respeito a participações portuguesas, refira-se que na edição de 2005 participou uma empresa argelina com capitais portugueses Topecal e a sucursal espanhola da Cerâmica Liz, esta última integrada no Pavilhão espanhol.
Junho – 38ª FIA Icep assumiu liderança da organização de um pavilhão nacional neste certame, que se afirma como a principal montra de produtos nacionais e estrangeiros na Argélia, tendo a colaboração da CCIAP na mobilização de empresas.
A presença neste certame multisectorial e grande público (com algumas manhãs reservadas a profissionais) é incontornável para qualquer país com ambições neste mercado.
A FIA 2005 contou com participação 42 países e mais de 1.000 empresas estrangeiras e 530 empresas argelinas. Número visitantes atingiu 700.000, 110.000 quais profissionais.
Países estrangeiros com maior representação foram Itália, Espanha, Alemanha, EUA e França, esta última assegurou presença 338 empresas seu pavilhão nacional (superfície 7.000m2), elevando-se a 400 número total empresas francesas presentes.
Enquanto Feira carácter multi-sectorial, produtos expostos abrangeram largo espectro, destacando-se bens equipamento industrial e maquinaria, áreas que registam forte procura este mercado.
Presença portuguesa foi organizada sob forma Pavilhão Nacional, e contou com participação 15 expositores e espaço 250 m2. A participação de empresas portuguesas em 2005 duplicou relativamente a 2004, tendo-se registado a presença de 13 empresas: Metalcértima, Fornocerâmica, Capa, Diera, JSL, Avel, A. Silva Matos, Grupo Higifarma, Gepack, Teixeira Duarte, Abrantina, Grupo Proconsultores e Coba.
Sectores representados pavilhão português:
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- Serviços engenharia, construção e obras públicas (Teixeira Duarte, Abrantina, Coba eProconsultores) |
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- Bens de equipamento industrial (Metalcértima, Fornocerâmica, A. Silva Matos) |
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- Material eléctrico e electrónico (JSL e Avel) |
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- Embalagem (Lifresca e Gepack) |
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- Materiais de construção (Diera) |
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- Construções pré-fabricadas (Capa). |
Âmbito participação nacional FIA, Delegação lançou mailing alargado operadores económicos argelinos e inserções publicitárias alusivas presença portuguesa, para além de ter sido organizado Dia Portugal FIA (8 Junho).
Quadro Dia Portugal FIA foi organizada conferência imprensa, amplamente coberta esta Comunicação Social, e decurso qual foi destacada relevância mercado argelino internacionalização empresas nacionais e importância e prioridade Argélia contexto opções económicas Portugal plano internacional.
Fim optimizar presença empresas portuguesas presentes FIA, possibilitar alargamento seu leque contactos, dar pendor nacional e aumentar visibilidade sua participação FIA círculos político-diplomático e social, foi decidido fazer coincidir Dia Portugal FIA com celebrações Argélia Dia Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas, através organização recepção 400 pessoas, final tarde dia 8 Junho.
Impressões transmitidas expositores portugueses sugerem sucesso sua participação FIA.
Setembro - Missão Indústria da Saúde
Já esteve prevista em planos anteriores a realização de uma missão da indústria farmacêutica, juntando-lhe outros sectores ligados à saúde, nomeadamente o que aqui se chama a para-farmácia e equipamentos de saúde (e porque não embalagem ligada a estes sectores).
Os medicamentos são o bem de consumo não alimentar mais importado pela Argélia, alcançando quase 1.000 milhões de USD em 2004 e crescimento de quase 30% face a 2003. A produção local não cobre mais do que 20% das necessidades e, apesar dos investimentos e parcerias que se têm realizado, não é de prever que esta situação se altere radicalmente no curto prazo. Os genéricos representam mais de 50% do valor e mais de 60% das quantidades. Apesar da regulamentação relativamente apertada do sector, as oportunidades são significativas, tendo em conta o crescimento da população e um consumo relativamente elevado superior a 1,15 unidades/capita/mês.
No caso dos equipamentos, a capacidade industrial argelina é ainda mais reduzida. A abertura dos serviços de saúde aos privados a partir de 1988 tem contribuído para o crescimento do número de unidades de saúde.
Adicionalmente, empresas como Portela & Cª, Lab. Azevedos, Laboris e Tecnimede já demonstraram interesse por este mercado, seja ao nível comercial, seja ao nível de parcerias ou investimento.
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