Generalidades :
Actualmente, a Argélia importa 800 milhões de euros/ano em medicamentos. 96% desse valor é oriundo da França. Do montante total de importação, 67% refere-se a medicamentos não genéricos. Por outro lado, a produção doméstica de medicamentos satisfaz apenas 8% da procura, mas é constituída em 80% por genéricos. É vontade deste governo argelino diversificar a base de produção de medicamentos, recorrendo à presença de empresas estrangeiras. Em termos estratégicos, o governo argelino tem três objectivos claros: reduzir a posição dominante francesa no mercado de importação; aumentar a produção local de medicamentos e, finalmente, encorajar a presença dos genéricos no mercado. Para além dos apoios financeiros e fiscais atribuídos a projectos de investimento estrangeiro, existe ainda um regime derrogatório para investimentos em produção de medicamentos genéricos na Argélia, que prevê condições mais generosas. O Ministro argelino da saúde, em conversa com a delegação do ICEP, transmitiu a esperança do governo argelino na presença de empresas portuguesas no mercado, comprometendo-se a apoiar as que vierem para a Argélia com o fito de se instalar neste mercado.
A principal empresa argelina é a SAIDAL, que representa 40% da produção local. O número total de importadores é de 62, dos quais dez representam 80% das importações e fornecem uma rede de 500 grossistas.
Crescimento das despesas de saúde na Argélia, por ano: 20%. Na OCDE, 6%
Situação dos genéricos :
Dos 1073 DCI’s (Denominações Comuns Internacionais), vão passar a ser genéricos 116. Estes 116 medicamentos representam 50% do consumo nacional argelino.
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