O mercado leiteiro na Argélia tem as seguintes características: incipiência das estruturas de recolha do leite; falta de forragem para alimentação dos animais; rendimento por animal reduzido; preço do litro assegurado administrativamente. Estas características dificultam a produção local de leite, o que faz com que a Argélia importe 197.000 toneladas leite em pó/ano, gastando 600 milhões de euros, o que representa 25% do total das importações agro-alimentares.
A Argélia é o maior consumidor de leite do mercado maghrebino, com 110 litros per capita por ano: a média marroquina é de 50 litros e a tunisina de 87 litros.
Produção leiteira:
Indicadores |
Zona 1 |
Zona 2 |
Zona 3 |
Superfície pastagem |
60,9 |
31,8 |
7,3 |
N vacas |
60,0 |
26,0 |
14,0 |
Produção leite cru |
63,0 |
26,0 |
11,0 |
Recolha leite cru |
6,5 |
3,0 |
0,5 |
Centros de recolha |
57,0 |
27,0 |
16,0 |
Leitarias |
64,0 |
20,0 |
16,0 |
Capacidade transformação |
77,0 |
22,0 |
1,0 |
|
Existem três zonas de produção, de acordo com as condições climáticas e de solo. A zona 1 é litoral e sub-litoral, de clima húmido e semi-húmido; a zona 2 é agro-pastoral e pastoral de clima árido e semi-árido; a zona 3 é sahariana e de clima desértico. 60% do efectivo leiteiro e 63% da produção situam-se na orla costeira norte do país.
Evolução da produção leiteira:
|
2000 |
2004 |
Produção de leite cru |
1.650.000 |
1.900.000 |
Recolha: 1000 l |
100.000 |
285.000 |
Percentagem de recolha |
6 |
15 |
|
A política leiteira levada a cabo pelo Ministério da Agricultura permitiu melhoramentos notáveis em termos de produção. Estima-se em 3 biliões de litros o consumo de leites e derivados no mercado argelino, dos quais dois terços são satisfeitos pela produção local.
Problemas do sector :
| |
1- Fraca produtividade dos animais; |
| |
2- Estruturação insuficiente do sector, traduzida em falta de |
| |
|
organização dos locais de colheita; |
| |
3- Problemas de abastecimento de água potável; |
| |
4- Estrutura de preços desadequada da produção; |
| |
5- Insuficiência da alimentação animal. |
Sector da transformação :
O sector é, actualmente, dominado pelo sector privado, embora o sector público ocupe, ainda, uma posição não negligenciável. Em 2001, a reorganização do sector público leiteiro deu origem à constituição da holding SGP TRAGRAL, que engloba todas as empresas públicas. Esta SGP engloba a empresa GIPLAIT, com 18 unidades de produção, a MILKTRADE, que se ocupa das compras de leite em pó e a COLAITAL, que produz leite pasteurizado.
O programa de reabilitação do sector permitiu a emergência de um dinâmico sector privado. Existem hoje em dia 3,760 unidades de produção privadas, com uma produção total de 200 milhões litro/ano. A presença francesa no sub-sector é considerável, especialmente através das seguintes parcerias: Yoplait/General Laiterie Industrie; Danone/Djurdura e Candia/ Tchin Lait.
Importação
O importador deve proceder a um controlo de qualidade dos lacticínios importados, exibindo os certificados das análises microbiológica e química realizadas no país de origem. Geralmente, as autoridades argelinas aceitam certificados oriundos de países da UE, mas é conveniente apresentar uma versão em língua francesa ou árabe.
Etiquetagem
As principais regras relativas ao embalamento são:
| |
1- obrigatoriedade da língua árabe |
| |
2- Não utilização de autocolantes |
| |
3- Menção da denominação de venda |
| |
4- Lista exaustiva de ingredientes |
| |
5- Menção das quantidades |
| |
6- Nome e endereço completo do fornecedor e importador |
Direitos alfandegários
Têm o valor de 30%
|
|